Projeto prevê duas montagens simultâneas de Nelson Rodrigues
Depois de dirigir no ano passado “O Homem Desconfortável”, que marcou o retorno do Teatro de Comédia do Paraná (grupo cuja história havia sido interrompida em 2000), o diretor Alexandre Reinecke deve participar de outra montagem curitibana.
O projeto “Duas Doses de Nelson” pretende reunir duas peças rodriguianas, ambas com direção de Reinecke: “A Mulher sem Pecado” e “Viúva, Porém Honesta”.
A ideia é encená-las em conjunto, com apresentações de uma às quintas, outra às sextas e sessões duplas aos sábados e domingos.
O elenco de “Duas Doses de Nelson”, que se revezará em ambas as peças, deve contar com atores da cena curitibana, como Ranieri Gonzalez.
Para acompanhar o ritmo das apresentações em sequência, o cenário deve ser “volante”, ou seja, de fácil transição de uma montagem para outra.
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Através do espelho

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Peça para ler Além de “Arrã”, a editora Cobogó irá lançar em livro as outras duas peças que compõem a trilogia “Placas Tectônicas”, do dramaturgo Vinicius Calderoni: “Não Nem Nada” e “Chorume”.
Manifesto Depois dos protestos em São Paulo, artistas do Rio também estão se manifestando nas redes sociais contra os cortes na Cultura, usando a hashtag #teatrosim.
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E se?
A produtora IMM (de “Cantando na Chuva” e “My Fair Lady”) adquiriu os direitos para montar no Brasil o musical “If/Then”, de Brian Yorkey e Tom Kitt (os mesmos autores de “Quase Normal”).
Segundo a Music Theater International, que cuida dos licenciamentos internacionais de musicais, a produção seria realizada em São Paulo e no Rio entre setembro de 2018 e setembro de 2019.
O projeto enviado ao Ministério da Cultura, com o nome de “E Se… O Musical Contemporâneo da Broadway” foi autorizado a captar R$ 9,79 milhões via Lei Rouanet.
Na peça, uma mulher segue, paralelamente, dois caminhos possíveis de sua vida.
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Pequeno ato
HELEN:…Então ele quebrou um dos vidros da janela, entrou, subiu, e saiu procurando pelo apartamento, e…quando chegou no meu quarto, ele me encontrou, deitada, dramaticamente quase envenenada com uma cartinha escrito: “Jenny.” E ele disse um “Me desculpe”. E nada. “Tá tudo bem?” Nada… Daí ele pegou a carta e foi pra cozinha e ele voltou e me colocou pra andar. Ele dizia: “Não para de andar, não para de andar…, você não pode parar de andar. Se eu te levar pro hospital, eles vão te internar.