Clube da Esquina, que reuniu Milton e Lô Borges, deve virar musical

Por Maria Luísa Barsanelli

A história do Clube da Esquina —movimento musical que reuniu nomes como Milton Nascimento, os irmãos Lô e Márcio Borges, Toninho Horta e Beto Guedes nos anos 1960 e 70— deve virar musical no próximo ano.

O projeto, atualmente em pré-produção, é baseado no livro “Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina”, de Márcio Borges. O texto está sendo adaptado ao palco por Eduardo Rieche.

A produção é das sócias Marilene Gondim e Márcia Dias, e quem irá assinar a direção é Dennis Carvalho. Ele já trabalhou com a dupla de produtoras em “Elis, A Musical” (2014), espetáculo biográfico sobre a cantora Elis Regina.

O elenco de “Clube da Esquina – Os Sonhos Não Envelhecem” ainda não foi definido.

 

Dominadora Em cartaz até o fim de agosto com “A Domadora” no Centro Compartilhado de Criação, a atriz Paula Picarelli irá, na sequência, viajar com a peça pelo interior de São Paulo. Paralelamente, ensaia e participa da criação do novo espetáculo da Cia. Hiato: “Odisseia: o Desaparecimento do Público”, inspirado na “Odisseia” de Homero e que estreia no próximo ano.

Em livro A editora Cobogó lança no dia 29/8 os textos das peças que compõe a trilogia “Placas Tectônicas”, do dramaturgo Vinicius Calderoni: “Não Nem Nada”, “Ãrrã” e “Chorume”. Será a partir das 18h30 na Livraria da Vila da alameda Lorena, em São Paulo.

Pequeno ato

 

Soraya Ravenle no espetáculo “Instabilidade Perpétua” (FOTO Rafael Aguiar/Divulgação)

 

Uma criança faz um gesto. Ao ver o céu e uma montanha, ao ver um animalzinho correndo, ela ergue os braços em perplexidade. Ela está tomada pelo enigma. Eis aí um início e um ancoradouro.

Se alguém esteve ali com a criança, ressoando a vibração do enigma, então a criança pôde dançar e migrar para o interior da descoberta de que as coisas são. Mas é preciso que essa intensidade se esparrame mutuamente, tenha ido e voltado do rosto do adulto até o da criança. O espelhamento da intensidade da descoberta é o amor. O amor é comunhão na perplexidade, partilha do enigma de que estamos descobrindo o mundo, pois tanto o recém-chegado quanto o anfitrião devem estar no mesmo espaço.

Trecho de “Instabilidade Perpétua”, inspirado no livro homônimo de Juliano Garcia Pessanha. Concebido e interpretado por Soraya Ravenle, o espetáculo estreia no dia 8/9 no Sesc Ipiranga. Daniella Visco, Georgette Fadel, Julia Bernat e Stella Rabello dividem a direção.