Filme ‘Magal e os Formigas’ deve virar musical

Por Maria Luísa Barsanelli

“Magal e os Formigas” (2016), filme com roteiro e direção de Newton Cannito, deve ganhar uma versão musical nos palcos. A produtora Brancaleone –que montou recentemente os musicais “Roque Santeiro” e “Rita Lee”– adquiriu na última semana os direitos do longa.

A história acompanha um aposentado ranzinza que, em meio a seu cotidiano modorrento, passa a ter visões com o cantor Sidney Magal.

Ainda não há elenco ou equipe criativa definidos, mas a produção deve estrear no próximo ano.

Veias abertas

 

Paula Cohen é dirigida por Georgette Fadel em ‘Carne de Mulher’, com texto de Dario Fo e Franca Rame; estreia em 5/7 no Teatro de Arena (Foto: Lenise Pinheiro/Divulgação)

Retaguarda “A Guerra Não Tem Rosto de Mulher”, livro da vencedora do Nobel Svetlana Aleksiévitch, ganhou uma versão teatral com direção de Marcello Bosschar. No elenco, Carolyna Aguiar, Priscilla Rosenbaum e Luisa Thiré. Estreia em 1º/7 no Teatro Poeira, no Rio.

Porão Laerte cedeu uma charge (abaixo) sua para o programa de “Patética”, peça da Cia Estável de Teatro sobre a morte de Vladimir Herzog. Estreia em 17/6 no Teatro Flávio Império.

Pele “Preto”, novo trabalho do diretor Marcio Abreu, estreia em São Paulo em outubro.

Tudo novo de novo Em “Construindo Solo Acompanhado”, Alexandre D’Angeli criará a cada dia performances com artistas diferentes no Centro da Terra, a partir de 30/6.

Pequeno ato

 

Em antecipada despedida. Com bravura.
Dentro do coração de um touro, não há limites; há somente paixão.
E tudo o que um touro quer é viver sendo o que é:
um touro, sem regra ou razão alguma a aprisioná-lo;
um animal feito carne, de sangue e ossos;
um animal que vive apenas o que deseja, e nada mais.
Então, os homens inventaram a tourada, para matar o touro.
Por inveja de sua paixão e de sua recusa em viver desapaixonado.
Mas os touros, por amor à vida, dentro desta guerra que é a tourada, estão dispostos a tudo:
a morrer, a matar e até mesmo a amar;
pois os touros não estão dispostos a se curvar ou a se resignar.
Pausa.
Uma tourada pode ser uma vida inteira. Ou uma vida inteira pode ser como uma tourada e, justamente numa tourada, esta vida pode chegar ao fim.
Pausa.
Ao final de tudo, era dia, estava quente, estava claro e havia mulheres, havia homens e havia touros, mas dentre todos foram dois aqueles que se destacaram:
Uma mulher:
Carmen.
Um homem:
José.
E uma história: uma tragédia.
A minha história, a minha tragédia, que ainda que não seja somente minha possui, como eu, um nome, o meu nome:
Carmen.

Texto de “Carmen”, de Luiz Farina, com direção de Nelson Baskerville, que estreia em 30/6 na Aliança Francesa.