Musical off-Broadway, ‘Menopausa’ ganhará montagem no Brasil

Por Maria Luísa Barsanelli

“Menopausa – O Musical”, peça off-Broadway de Jeanie Linders, deve ganhar sua primeira montagem brasileira neste ano. A comédia fala dos sintomas da menopausa, e a trilha faz paródias de canções americanas –a produção nacional deve incluir versões do cancioneiro brasileiro.

Segundo o produtor Cássio Reis, o espetáculo terá Fafy Siqueira no elenco, traduções de Rachel Ripani e direção de Jarbas Homem de Mello.

Reis, que também é produtor de “Os Monólogos da Vagina”, diz “namorar” o texto de Linders desde 2003.

Feminino

 

Wilson de Santos (esq.) é dirigido por Marcelo Medici (dir.) em ‘Brincando em Cima Daquilo’, de Dario Fo e Franca Rame; estreia em 3/6 no teatro Renaissance (FOTO Mário Fontes/Divulgação)

Detalhes Carla Candiotto foi convidada pela produtora Brain + para escrever e dirigir o musical “Alice no País do Iê Iê Iê”, inspirado na obra de Lewis Carroll e com músicas de Roberto Carlos. A peça terá direção musical de Daniel Rocha, cenário e figurino de Marco Lima e luz de Wagner Freire.

Mensagem Depois de “Havemos de Amanhecer”, inspirado em Carlos Drummond de Andrade, João Paulo Lorenzon se volta a outro nome da literatura: Fernando Pessoa. “Todos os Sonhos do Mundo”falará sobre como perdemos a leveza quando envelhecemos. Na peça, que deve estrear no segundo semestre, ele repete a parceria com o grupo Espaço Mágico.

Frágil Em “Knee Deep”, que integra o festival Circos, o grupo australiano Casus Circus pisa em ovos sobre o palco para falar de delicadeza e equilíbrio. A mostra, que acontece de 9 a 18/6 em unidades do Sesc, já está com ingressos à venda.

Malabarismo Para montar a tenda de “Amaluna”, que o Cirque du Soleil encena em São Paulo e Rio a partir de outubro, são necessárias 90 carretas para transportar 2.000 toneladas de equipamentos.

Veias O francês Brahim Bouchelaghem traz ao Brasil pela primeira vez sua companhia de hip-hop Zahrbat, que abre o festival Rio H2k, em 13/6, com o espetáculo “Sillons”.

Pequeno ato

 

Não fui eu quem inventei. A vida não tem nenhum sentido. A vida é uma porção de protoplasma com a única intenção de se reproduzir. Só a criação dá algum sentido a ela. Você percebe quando olha para trás, depois de um certo tempo, e vê que está tudo encaixado. Como se ela tivesse sido redigida por um roteirista. Pessoas com quem você cruzou, situações que se passaram – uma a uma, as peças se encaixam, formando o grande quebra-cabeça que é sua vida. Como uma rede. Indra. Uma rede que tem pedras em cada intersecção, significando os encontros e os rumos que podem ser tomados a cada cruzamento. As mudanças. As pessoas que mudaram sua trajetória, as pessoas que lhe ensinaram. Outras a quem você ensinou. As pessoas que você foi obrigado a deixar para trás. Outras que você foi obrigado a matar para poder seguir adiante. Por isso, durante sua vida, viva. A vida é curta e não volta mais. Ela está pulsando agora enquanto eu falo e enquanto você escuta; e a roleta do grande jogo repete somente – nunca mais, nunca mais, nunca mais…

Trecho de “A Vida”, de Nelson Baskerville e da companhia AntiKatártiKa Teatral, que estreia em 2/6 no Sesc Santo Amaro.