Musical ‘Embalos de Sábado à Noite’ deve ganhar montagem brasileira

Por Maria Luísa Barsanelli

A Só de Sapato Produções Artísticas comprou os direitos de “Embalos de Sábado à Noite” (“Saturday Night Fever”, no original em inglês), musical da Broadway inspirado no filme de 1977 protagonizado pelo ator John Travolta.

O diretor e produtor Cláudio Figueira (de “Como Eliminar Seu Chefe” e “Sim! Eu Aceito!”) deve assumir a direção e a coreografia da montagem brasileira.

O projeto nacional ainda está em fase de captação e não há elenco fechado ou previsão de estreia, mas a ideia é realizar temporadas no Rio e em São Paulo.

Reluz

 

Ana Lúcia Torre e Ary Fontoura em ‘Num Lago Dourado’, peça de Ernest Thompson com direção de Elias Andreato que estreia no dia 8/4 no Teatro Renaissance (João Caldas/Divulgação)

A voz de alguém

 

Para as versões em português do musical “Cantando na Chuva”, que estreia no segundo semestre no Teatro Santander, Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler (que já haviam traduzido juntos “Wicked”) moldaram o texto da personagem Lina Lamont para a atriz que irá interpretá-la: Claudia Raia.

Parte da comicidade de Lamont no filme de 1952 vem de seu falar agudo e errado, mas os versionistas logo pensaram no tom de voz mais grave de Raia. Criaram trava-línguas e não buscaram um sotaque brasileiro específico, mas pronúncias “estranhas” que se moldassem à persona da atriz.

Pacto Neyde Veneziano dirige “Fausto”, adaptação de Calixto Inhamuns para a obra de Goethe, com Daniel Costa, Guryva Portela, Claudinei Brandão, Fabíola Moraes e Rita Carelli no elenco. Estreia em 6/5 no Teatro Sérgio Cardoso.

Raça Após sessões na MITsp, “A Missão em Fragmentos: 12 Cenas de Descolonização em Legítima Defesa” terá temporada no Centro Cultural São Paulo de 4/4 a 17/5.

Ódio A Cia Ato Reverso estreia em 25/3 uma versão moderna de “As Bruxas de Salém”, de Arthur Miller. “Abigail Williams, ou de Onde Surge o Ódio?” investiga a atual polarização política do Brasil.

Pequeno ato

 

A natureza pregou uma peça em mim. Sinto isso em todos os meus poros, que eu não sou eu. Fui parar no útero errado. Sou diferente, não adiantava estar vivendo na sociedade, conversar, pensar. Tenho corpo humano, mas a alma e consciência de carneiro. E, mãe, esse reconhecimento com o tempo teve consequências. Lentamente comecei a me transformar em mim mesmo. Comecei a comer mais saladas. Comprei um casaco de pelo de carneiro. Coloquei quadros nas paredes com temática de carneiros. Aí fui…

Trecho de “O Planeta Tá um Lugar Perigoso”, peça de László Garaczi com direção de Kiko Marques; em cartaz no Teatro Augusta.