Marco Nanini e Rosi Campos preparam montagem de ‘Ubu Rei’, farsa grotesca de Alfred Jarry

Por Maria Luísa Barsanelli

Próximo projeto teatral do ator Marco Nanini, “Ubu Rei” estreia em março de 2017 no teatro Oi Casagrande, no Rio. É uma parceria dele com a Cia. Atores de Laura (“Adultério”, “O Enxoval”) e terá direção de Daniel Herz.

Rosi Campos e Cacá Rosset como Mãe e Pai Ubu na montagem do Teatro do Ornitorrinco de 1985 (João Caldas/Acervo Idart/Centro Cultural São Paulo)
Rosi Campos e Cacá Rosset como Mãe Ubu e Pai Ubu na montagem do Teatro do Ornitorrinco de 1985 (João Caldas/Acervo Idart/Centro Cultural São Paulo)

No elenco, além de Nanini e alguns atores do grupo, estará Rosi Campos –com quem Nanini trabalhou na novela “Êta Mundo Bom” (Globo), exibida até agosto.

Farsa grotesca do francês Alfred Jarry –criador da patafísica, a “ciência das soluções imaginárias”–, “Ubu Rei” foi encenada pela primeira vez em 1896 e guarda traços do teatro do absurdo.

Na nova montagem, Nanini será o anti-herói Pai Ubu, um homem ganancioso que mata a família real polonesa para ascender ao trono, mas depois se prova um covarde no posto de governante.

Rosi interpretará sua mulher, Mãe Ubu, que como uma Lady Macbeth o instiga a cometer as atrocidades. Ela já havia feito o papel em “Ubu, Folias Physicas, Pataphysicas e Musicaes” (1985), montagem do Teatro do Ornitorrinco para a obra de Jarry, com direção de Cacá Rosset.

Os ensaios começam em dezembro no Galpão Gamboa, espaço na zona portuária do Rio que Nanini mantém com o produtor Fernando Libonati, parceiro dele também na Pequena Central, empresa que produzirá a peça.

 

Despido

 

O ator Emer Conatus no 17º ensaio do 100 ‘Nude Shots’, projeto performativo-fotográfico sobre a nudez; esta edição foi realizada no festival Satyrianas, no domingo, (13), com fotos de Lenise Pinheiro
O ator Emer Conatus no 17º ensaio do 100 ‘Nude Shots’, projeto performativo-fotográfico sobre a nudez; esta edição foi realizada no festival Satyrianas, no domingo, (13), com fotos de Lenise Pinheiro, e integrou as homenagens à atriz Phedra de Córdoba

Desabrochar

 

A atriz Maria Flor fará sua estreia no teatro com “Ponte Marion”, do canadense Daniel MacIvor, dramaturgo que ficou conhecido no Brasil com montagens de Enrique Diaz (“In on It”, “À Primeira Vista” e “Cine Monstro”).

A trama fala sobre três irmãs que se reúnem para cuidar da mãe doente e acabam desvelando conflitos da família. A história já foi adaptada ao cinema, em 2002, com Ellen Page (foi seu primeiro longa), Molly Parker, Rebecca Jenkins e Stacy Smith.

A nova montagem, traduzida por Barbara Duvivier e dirigida por Isabel Teixeira, terá no elenco, além de Flor, Bel Kowarick e Mariana Lima –que atuou com Drica Moraes em “À Primeira Vista”. As três se conheceram na novela “O Rebu” (2014), da Globo.

Segundo o produtor Gabriel Bortolini, a estreia será entre o fim do primeiro e o começo do segundo semestre de 2017.

X

O porto Françoise Forton, que atualmente encena “Um Amor de Vinil”, prepara mais um musical nacional: “Minha Vida Daria um Bolero”, com texto de Artur Xexéo.

O marco Fernando Duarte –autor de “Depois do Amor”, última direção de Marília Pêra– estreia no ano que vem “Além do que os Nossos Olhos Registram”, com Silvia Pfeifer.

O nada Depois de “A Próxima Estação” (montada aqui com Cacá Carvalho), o dramaturgo italiano Michele Santeramo e o diretor Roberto Bacci trabalham num novo espetáculo na Fondazione Pontedera Teatro: “Il Nullafacente”, sobre um homem que nada faz.