‘Me chamam de gostosa, falam até umas pornografias’, brinca atriz do Grupo Galpão

Por Maria Luísa Barsanelli

Em cartaz com “Nós”, do Grupo Galpão, a atriz Teuda Bara, 75, diz ter ouvido muitas histórias dos espectadores. “As pessoas se veem de alguma forma no espetáculo. Já ouvi gente que se lembrou da mãe com Alzheimer e um rapaz que começou a chorar porque se lembrou da prisão.”

A montagem, que traz inquietações sobre o atual contexto social e político brasileiro, também toca em questões de alteridade e —os atores preparam em cena uma sopa, servida depois à plateia

Ao fim da peça, quando o palco se transforma numa espécie de balada (à qual se junta o público), a atriz conta ter escutado as mais diversas “cantadas”. “Ah, me chamam de gostosa, falam até umas pornografias. Mas não vou falar [a pornografia] no jornal, não”, ri ela. “Eu morro de dar risada, porque é espontâneo.”

A atriz Teuda Bara na performance "Queremos Praia, UAI", na av. Afonso Pena, em BH, em 1977, inspirada no encontro com Chacrinha e nas chacretes (Eugenio Sávio/Acervo Pessoal)
A atriz Teuda Bara na performance “Queremos Praia, UAI”, na av. Afonso Pena, em BH, em 1977, inspirada no encontro com Chacrinha e nas chacretes (Eugenio Sávio/Acervo Pessoal)

Leia aqui a íntegra da coluna “Dramáticas” desta sexta (26)