Grace Passô e Inez Viana preparam Medeia contemporânea

Por Maria Luísa Barsanelli

Grace Passô e Inez Viana trabalham numa versão contemporânea do mito de Medeia. Deve se chamar “Medea, a Estrangeira” e estreia em janeiro no Espaço Sérgio Porto (Rio). O texto de Passô discute “o lugar da mulher hoje”, diz Viana, que dirige a peça.

Será um monólogo com a atriz Debora Lamm, mas um grupo de dez senhoras, entre 65 e 85 anos, comporá uma espécie de coro. Elas são alunas de Viana no Galpão Gamboa, misto de ONG e espaço cultural administrado por Marco Nanini e Fernando Libonati na zona portuária do Rio.

Tão jovens

 

Exatamente dez anos após sua estreia, “Renato Russo – O Musical” vai retornar aos palcos. A nova temporada começa no dia 11 de outubro –quando se completam 20 anos da morte do líder da Legião Urbana– no Theatro Net Rio.

Bruce Gomlevsky como Renato Russo no musical em 2007 (Lenise Pinheiro/Folhapress)
Bruce Gomlevsky como Renato Russo no musical em 2007 (Lenise Pinheiro/Folhapress)

A equipe será a mesma, “da camareira ao elenco”, diz a produtora Bianca De Felippes. Ela conta que, para retomar o papel de Renato Russo, o ator Bruce Gomlevsky está numa dieta para perder 10 kg –ele estava com um peso maior em seu Malveiro, o feitor de escravos da recente novela “Liberdade, Liberdade”. Ainda não há previsão de temporada em outras cidades.

Lado B A montagem dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho para o musical “Rock Horror Show” deve estrear em novembro, no Teatro Porto Seguro, com elenco encabeçado por Marcelo Médici. A peça de 1974 do britânico Richard O’Brien faz referências cômicas aos filmes B de terror e ficção científica.

Sertão “Hoje é Dia de Maria “? O Musical” estreia em 30/9 no Teatro Cetip. A versão do roteiro de Carlos Alberto Soffredini (o mesmo que deu origem à microssérie de 2004 da Globo) é protagonizada por Ligia Paula Machado, com direção de Ligia, Dan Rosseto e Kleber Montanheiro. No repertório, canções populares e MPB.

Pequeno ato

 

O próprio amor se maltrata, se engana, desmorona. O próprio amor se aniquila, se esvazia, alucina. O próprio amor se dilui, se contorce, se inunda. O próprio amor se incendeia, se queima, enlouquece. O próprio amor se esquece. Um dia meu tio me deu uma pedra. Dentro de uma caixinha branca. Tinha uma pedra. Dentro de uma caixinha branca. Uma pedra. De aniversário. tinha uma pedra. Uma pedra. Dentro de uma caixinha branca. Tinha uma pedra. Uma pedra. Tinha uma pedra de aniversário dentro de uma caixinha branca. E ele me disse assim: agora não te falta mais nada. Você já tem tudo o que precisa. vá ser feliz.

Trecho de “Havemos de Amanhecer”, de João Paulo Lorenzon, inspirado no universo de Drummond, com supervisão literária de Davi Arrigucci Jr; estreia em 13/8 no Viga

 

João Paulo Lorenzon em 'Havemos de Amanecer', que estreia no Viga Espaco Cênico no dia 13/8 (Lenise Pinheiro/Folhapress)
João Paulo Lorenzon em ‘Havemos de Amanecer’, que estreia no Viga Espaco Cênico no dia 13/8 (Lenise Pinheiro/Folhapress)